sábado, 7 de dezembro de 2013

A busca da felicidade

Felicidade é um truque. Um truque da natureza concebido ao longo de milhões de anos com uma só finalidade: enganar você. A lógica é a seguinte: quando fazemos algo que aumenta nossas chances de sobreviver ou de procriar, nos sentimos muito bem. Tão bem que vamos querer repetir a experiência muitas e muitas vezes. E essa nossa perseguição incessante de coisas que nos deixem felizes acaba aumentando as chances de transmitirmos nossos genes. “As leis que governam a felicidade não foram desenhadas para nosso bem-estar psicológico, mas para aumentar as chances de sobrevivência dos nossos genes a longo prazo”, escreveu o escritor e psicólogo americano Robert Wright, num artigo para a revista americana Time.
A busca da felicidade é o combustível que move a humanidade – é ela que nos força a estudar, trabalhar, ter fé, construir casas, realizar coisas, juntar dinheiro, gastar dinheiro, fazer amigos, brigar, casar, separar, ter filhos e depois protegê-los. Ela nos convence de que cada uma dessas conquistas é a coisa mais importante do mundo e nos dá disposição para lutar por elas. Mas tudo isso é ilusão. A cada vitória surge uma nova necessidade. Felicidade é uma cenoura pendurada numa vara de pescar amarrada no nosso corpo. Às vezes, com muito esforço, conseguimos dar uma mordidinha. Mas a cenoura continua lá adiante, apetitosa, nos empurrando para a frente. Felicidade é um truque.
E temos levado esse truque muito a sério. Vivemos uma época em que ser feliz é uma obrigação – as pessoas tristes são indesejadas, vistas como fracassadas completas. A doença do momento é a depressão. “A depressão é o mal de uma sociedade que decidiu ser feliz a todo preço”, afirma o escritor francês Pascal Bruckner, autor do livro A Euforia Perpétua. Muitos de nós estão fazendo força demais para demonstrar felicidade aos outros – e sofrendo por dentro por causa disso. Felicidade está virando um peso: uma fonte terrível de ansiedade.
Esse assunto sempre foi desprezado pelos cientistas. Mas, na última década, um número cada vez maior deles, alguns influenciados pelas idéias de religiosos e filósofos, tem se esforçado para decifrar os segredos da felicidade. A idéia é finalmente desmascarar esse truque da natureza. Entender o que nos torna mais ou menos felizes e qual é a forma ideal de lidar com a ansiedade que essa busca infinita causa. Veja nas próximas páginas o que eles já descobriram.
Três caminhos
Um dos motivos pelos quais a felicidade é tão difícil de alcançar é que nem sabemos bem o que ela é (veja algumas tentativas de defini-la no quadro da página 52). Daí a importância das pesquisas do psicólogo americano Martin Seligman, da Universidade da Pensilvânia. Seligman concluiu que felicidade é na verdade a soma de três coisas diferentes: prazer, engajamento e significado.
Prazer você sabe o que é. Trata-se daquela sensação que costuma tomar nossos corpos quando dançamos uma música boa, ouvimos uma piada engraçada, conversamos com um bom amigo, fazemos sexo ou comemos chocolate. Um jeito fácil de reconhecer se alguém está tendo prazer é procurar em seu rosto por um sorriso e por olhos brilhantes. Já engajamento é a profundidade de envolvimento entre a pessoa e sua vida. Um sujeito engajado é aquele que está absorvido pelo que faz, que participa ativamente da vida. E, finalmente, significado é a sensação de que nossa vida faz parte de algo maior.
A vantagem de dividir a felicidade em três é que assim fica mais fácil definirmos nossos objetivos. “Buscar a felicidade” é uma meta meio vaga, fica difícil até de saber por onde começar. Mas, se você se conscientizar de que basta juntar essas três coisas – prazer, engajamento e significado – para a felicidade vir de brinde, a tarefa torna-se menos penosa. Seligman acha que um dos maiores erros das sociedades ocidentais contemporâneas é concentrar a busca da felicidade em apenas um dos três pilares, esquecendo os outros. E geralmente escolhemos justo o mais fraquinho deles: o prazer. “Engajamento e significado são muito mais importantes”, disse ele numa entrevista à Time. Como então alcançá-los? (Veja algumas dicas práticas para ser feliz, no quadro à direita.)
Comecemos pelo engajamento. Algumas pessoas são capazes de se engajar em tudo: entram de cabeça nos romances, doam-se ao trabalho, dão tudo de si a todo momento. Isso é raro e nem sempre é bom (inclusive porque gente engajada demais tende a negligenciar outros aspectos da vida, em especial o prazer). Ninguém precisa ir tão longe, mas o esforço de estar atento ao mundo, participando da vida, vale a pena.
Mihaly Csikszentmihalyi (pronuncie “txicsentmirrái”), pesquisador da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, estuda um fenômeno cerebral chamado “fluxo”, que ocorre quando o engajamento numa atividade torna-se tão intenso que dá aquela sensação boa de estar completamente absorto, a ponto de esquecer do mundo e perder a noção do tempo. Ou seja, é um estado de alegria quase perfeita. Esse fenômeno acontece com monges em estado de meditação, mas também em situações muito mais comuns, como ao tocar um instrumento, andar de bicicleta ou até mesmo ao consertar a estante da casa. Um outro pesquisador, o americano Richard Davidson, da Universidade de Wisconsin, observou em laboratório que as pessoas em estado de fluxo ativam uma região do cérebro chamada córtex pré-frontal esquerdo, o que pode ter uma série de efeitos no organismo, inclusive um melhor funcionamento do sistema imunológico. Ao longo de um estudo realizado na Holanda, pessoas que entraram em fluxo tiveram seu risco de morte reduzido em 50%, por reagirem melhor a doenças.
E como se entra no tal fluxo? Csikszentmihalyi afirma que o segredo é buscar atividades nas quais se possa usar todo o seu talento. Tem de ser um desafio não muito fácil a ponto de ser entediante, nem tão difícil que se torne frustrante. Procurar experiências desse tipo é recompensador e traz níveis bem altos de felicidade. Claro que infelizmente nem todo mundo tem a sorte de encontrar desafios assim no trabalho. Nesse caso, um hobby pode ajudar na busca por engajamento e por momentos de fluxo – pode tanto ser uma atividade manual ou intelectual quanto um esporte.
Quanto ao terceiro pilar da felicidade, o significado, o jeito tradicional de conquistá-lo é via religião. Há milênios, a humanidade encontra alento na crença de que cada um de nós faz parte de uma ordem maior. Pesquisas mostram que as pessoas religiosas consideram-se, na média, mais felizes que as não-religiosas – elas também têm menos depressão, menos ansiedade e suicidam-se menos. A crença de que Deus está nos observando, nas palavras do psicólogo e estudioso da religião Michael McCullough, da Universidade de Miami, é uma espécie de “equivalente em grande escala do pensamento ‘se eu não conseguir pagar o aluguel, meu pai vai ajudar’”. Ou seja, é um conforto, uma garantia de que, no final, as injustiças serão corrigidas e nossos esforços, reconhecidos.
Mas a religião não é a única forma de dar significado à vida. Um truque eficaz para ficar mais feliz é fazer o bem para os outros – visitar um orfanato, ajudar uma criança a fazer a lição de casa, dar um presente útil. E isso não é conversa mole. Seligman mediu em laboratório os efeitos do altruísmo e percebeu que um único ato de bondade pode melhorar efetivamente os níveis de felicidade de uma pessoa por até dois meses. Cinco atos de bondade por semana turbinaram sensivelmente o astral dos cobaias – e, quando todos os cinco foram realizados num mesmo dia, o benefício foi ainda maior. Também se alcança significado construindo algo que pode sobreviver a você. O exemplo clássico é criar filhos. Uma outra dica é acreditar que sua vida é importante para alguma grande causa: a história, a ciência, a justiça social, a democracia, a liberdade, o progresso, a natureza. Ou seja, é útil crer em algo, mesmo que não seja em Deus.
Para terminar, há uma regra da qual especialista nenhum discorda: ter amigos (e nem precisam ser muitos) ajuda a ser feliz. Amigos contam pontos nos três critérios: trazem, ao mesmo tempo, prazer, engajamento e significado para nossas vidas.
Ser infeliz é preciso
Ok, já temos a receita da felicidade. Basta juntar prazer, engajamento e significado e nossa vida se resolve para sempre? Ah, se fosse assim tão simples. A felicidade, como não cansam de repetir os poetas e os chatos, é breve. Ainda bem. Felicidade, por definição, é um estado no qual não temos vontade de mudar nada. Ou seja, se passássemos tempo demais assim, nossas vidas estacionariam. A busca da felicidade é o que nos empurra para a frente – se agarramos a cenoura, paramos de correr e a brincadeira perde completamente a graça. Portanto, um pouco de ansiedade, de insatisfação, é perfeitamente saudável.
“Felicidade é projetada para evaporar”, escreveu Robert Wright. E, segundo ele, há uma razão evolutiva para isso também: “se a alegria que vem após o sexo não acabasse nunca, então os animais copulariam apenas uma vez na vida”. Mora aí um dos grandes problemas atuais. Muita gente acredita que é possível viver uma existência só de altos, sem nenhum ponto baixo, sem tristeza, sem sofrimento. E alguns estão dispostos a conseguir isso sem esforço algum, só à custa de antidepressivos.
Isso é conversa de cientista, mas alguns religiosos, em especial os budistas, já afirmam algo parecido há muito tempo. Um de seus preceitos básicos é o de que “a vida é sofrimento”. Coisa chata, né? Talvez, mas ter consciência de que o sofrimento é inevitável pode ajudar a trazer felicidade, e certamente diminui a ansiedade. O conselho do dalai-lama é que, quando as coisas estiverem mal, em vez de se entregar à infelicidade ou tentar apenas minimizar os sintomas, você respire fundo e tente descobrir o porquê da situação.
Segundo ele, grande parte da dor é criada por nós mesmos, pela nossa inabilidade de lidar com a tristeza e pela sensação de que somos obrigados a ser sempre felizes. Ao encarar o sofrimento de frente e identificar as suas causas reais, você estará dando um passo na direção do autoconhecimento, o que vai lhe permitir entender quais seus objetivos na vida, quais seus valores. Para usar a terminologia de Seligman, esse autoconhecimento dará a você mais clareza sobre que tipo de atividades lhe traz prazer, engajamento e significado. Ou seja, são esses momentos ruins que criarão condições para você correr atrás da sua própria realização – individual, pessoal e intransferível.
Cada um é cada um
É aí que está o pulo-do-gato. Não existe uma fórmula da felicidade que funcione com todo mundo – é justamente nisso que os livros de auto-ajuda costumam falhar. Cada pessoa é diferente e reage à vida de modo diferente. Foi essa a conclusão do estudo realizado em 1996 pelo pesquisador David Lykken, da Universidade de Minnesota. Ele comparou dados sobre 4 000 pares de gêmeos idênticos e percebeu que, na maioria dos casos, quando um tem tendência a ver o mundo de modo otimista, o outro tem também – e quando um é pessimista o outro é igual. Ou seja, existe um forte componente genético na nossa tendência a ser feliz. Não que isso seja uma grande surpresa. Qualquer pai ou mãe sabe que algumas crianças nascem com vocação para o sorriso, enquanto outras são simplesmente muito mais difíceis de agradar.
Nas últimas décadas, apareceram muitas evidências de que nós tendemos a manter um “nível de felicidade” constante ao longo de nossas vidas – e nem mesmo grandes acontecimentos parecem capazes de alterar bruscamente esse nível. Um exemplo disso é a pesquisa conduzida pelo psicólogo Richard Lucas, da Universidade do Estado de Michigan, Estados Unidos. Lucas passou 15 anos entrevistando solteiros e casados na Alemanha e pedindo que eles dessem notas de 0 a 10 para seu estado de felicidade. Os solteiros tinham média 7,28. No momento em que eles casavam, o valor aumentava muito: para perto de 8,5. Mas dois anos depois a média já era de exatamente 7,28 outra vez. Ou seja, a longo prazo, o casamento parece não mudar – para melhor ou para pior – o nível de felicidade .
O mesmo vale para outros acontecimentos radicalmente transformadores – para o bem ou para o mal. Um estudo com ganhadores da loteria realizado em 1978 mostrou que esses felizardos têm picos de felicidade logo após o prêmio, mas tendem a voltar aos níveis anteriores alguns meses depois. Algo equivalente parece acontecer com pessoas que ficam paraplégicas em acidentes. Elas passam por um período de infelicidade, mas dois meses depois recuperam níveis quase tão altos quanto os anteriores ao acidente.
Esse acúmulo de dados levou alguns especialistas a afirmarem que a felicidade é algo imutável. Oito anos atrás, o pesquisador Lykken criou polêmica ao afirmar publicamente que “parece que tentar se tornar mais feliz é tão fútil quanto tentar se tornar mais alto”. Hoje até ele próprio reconhece que essa afirmação foi, no mínimo, exagerada. Parece que uma analogia melhor para a felicidade é compará-la com o peso. Cada um de nós tem um biotipo diferente – uma tendência para ser mais ou menos gordo. Mas é claro que os nossos hábitos e a nossa postura têm uma grande influência sobre o número que aparece na balança. É a mesma coisa com a felicidade: temos uma tendência natural para um certo nível. Mas fazer regime funciona.
Uma questão de desejo
Um exemplo do quanto podemos alterar nossa predisposição genética para a felicidade é a forma como lidamos com nossos desejos. Existem duas maneiras de alcançar a felicidade: possuindo mais ou desejando menos. Se a felicidade é a cenoura, a vara na qual ela está pendurada é o que chamamos de desejo. E estamos fazendo varas cada vez mais compridas.
Veja o caso dos países ricos. “Nos Estados Unidos e na Europa, há uma sensação de desapontamento, pois se está percebendo que existe um limite para a satisfação que a sociedade e os bens materiais trazem”, diz o economista e filósofo Eduardo Giannetti, autor do ótimo livro Felicidade. Nos Estados Unidos, desde a Segunda Guerra Mundial, todos os indicadores econômicos e sociais melhoraram sem parar. A renda triplicou, o tamanho das casas dobrou e o acesso aos bens materiais cresceu tanto, que hoje há mais carros nas garagens do que habitantes no país. Ainda assim, o índice nacional de felicidade não cresceu um milímetro sequer. O Centro de Pesquisas de Opinião Nacional dos Estados Unidos entrevista periodicamente os americanos desde os anos 50 – e o resultado é invariavelmente o mesmo (um terço deles se considera “muito feliz”).
Há uma razão para isso: os americanos querem cada vez mais. Seus desejos não páram de crescer. Ou seja, a cenoura está cada vez mais apetitosa, mas também mais distante. Demandas crescentes são a condição essencial para manter a economia funcionando. A lógica do capitalismo é criar necessidades, para então satisfazê-las – não por acaso, esse país de insatisfeitos é o mais rico do mundo. Precisamos das coisas a partir do momento em que elas estão disponíveis e isso vale tanto para produtos quando para idéias. Quando vemos pessoas lindas, maquiadas e malhadas nas capas das revistas, e aparelhos de som inacreditáveis nos anúncios, fica difícil nos satisfazer com nosso visual comum e com o walkman velho mas honesto. Acontece que a felicidade não está diretamente ligada aos bens materiais. Ed Diener, da Universidade de Illinois, estudioso do assunto há 25 anos, avaliou o nível de felicidade das 400 pessoas mais ricas do mundo segundo a revista Forbes, e concluiu que elas estão rigorosamente empatadas com os pastores maasai da África.
Para complicar, temos cada vez mais opções. Na época em que a prateleira da farmácia abrigava apenas xampu para cabelos secos, normais ou oleosos, era fácil escolher um e ir para casa tranqüilo. Mas, quando na sua frente se enfileiram xampus de todas as procedências e preços, para cabelos ondulados, escuros, danificados, mistos, com pontas duplas, tingidos ou fracos, você não tem mais tanta segurança de que sua escolha foi a melhor. O mesmo acontece na hora de comprar um carro, creme dental ou comida congelada. Ou no momento de escolher um namorado ou uma profissão. “Muita gente fica simplesmente paralisada com tantas opções”, diz o psicólogo americano Barry Schwartz em seu livro, The Paradox of Choice (“O Paradoxo da Escolha”, não lançado no Brasil). Está aí uma fonte de frustração e ansiedade.
Em 2000, Sheena Iyengar e Mark Lepper, das Universidades de Columbia e Stanford, montaram em uma loja dois estandes com amostras de geléia, um com 24 opções de sabor e outro com apenas seis. O número de clientes que comprou o produto foi dez vezes maior no estande menos variado, ainda que o outro tenha atraído 50% mais gente. Por que isso acontece? Schwartz sugere que nessas situações as pessoas avaliam intuitivamente os “custos de oportunidade”: uma escolha implica abrir mão de todas as outras opções. Quando há centenas de possibilidades, escolher uma só significa “perder” muito mais. E, no mundo de hoje, em que cada um tem acesso ao mundo inteiro pela internet e quase não há limites para os nossos desejos, parece inevitável ficar ansioso – e infeliz – com tudo isso.
Pesquisando o assunto, o psicólogo encontrou padrões de comportamento que permitem dividir as pessoas em dois grupos: as que procuram fazer escolhas apenas satisfatórias, sem tentar alcançar a perfeição, e as que não sossegam até que encontrem “a melhor opção de todas”. As pessoas do segundo grupo costumam fazer escolhas melhores, é claro. Mas as do primeiro ficam mais felizes com suas decisões. “A solução é diminuir o número de opções ou melhorar nossa maneira de fazer escolhas”, diz Schwartz.
Então tá. Mas será que sabemos fazer as melhores escolhas para nossa vida? Segundo os pesquisadores Daniel Gilbert, Tim Wilson, George Loewenstein e Daniel Kahneman, a resposta é não. Decisões são tomadas tendo como base nossa previsão de como cada opção vai afetar nossas vidas. Porém, segundo eles, temos uma dificuldade enorme para avaliar o quanto um acontecimento vai nos deixar felizes ou infelizes.
Nós superestimamos a intensidade e a duração das nossas reações emocionais, ao mesmo tempo que subestimamos nossa capacidade de adaptação. Lembra da história dos ganhadores da loteria e acidentados paraplégicos que logo voltam ao nível normal de felicidade? Pois então: somos capazes de nos acostumar com quase tudo. Damos importância demais a escolhas que não são tão definitivas assim e esquecemos que uma decisão “errada” não é o fim do mundo. É uma questão de colocar limites nos nossos desejos. Em outras palavras, ser feliz é muito mais simples do que se pensa.
Simples? Então explique
Tem uma idéia central: não leve tudo tão a sério. “Leveza” é a palavra-chave. Não quer dizer que todos devamos instalar um sorriso permanente no rosto e começar a achar bom tudo o que acontece. Leveza significa entender que até as melhores sensações têm fim, assim como não há aborrecimento que dure para sempre. Não é para se tornar um bobo-alegre: às vezes as circunstâncias nos obrigam a reagir de jeito negativo, e isso não é necessariamente ruim.
Gianetti chama atenção para a diferença entre “ser feliz” e “estar feliz”. “Existem pessoas que levam uma vida cheia de momentos de prazer, mas que não têm um caminho ou um significado. No extremo contrário estão aqueles que abrem mão do ‘estar feliz’ por só pensar no futuro e viver com prudência demais”. Talvez o melhor caminho esteja entre esses dois. Atingir esse equilíbrio não é moleza e infelizmente não há fórmula mágica nem manual completo. O lance é prestar atenção a si mesmo e ir mudando aos pouquinhos. “As transformações mentais demoram e não são fáceis. Demandam um esforço constante”, aconselha o dalai.
Felicidade não é um fim em si, e sim uma conseqüência do jeito que você leva a vida. As pessoas que procuram receitas e respostas complicadas para ela acabam perdendo de vista os pequenos prazeres e alegrias. É o dia-a-dia de uma pessoa e a maneira como ela reage às situações mais banais que definem seu nível de felicidade. Ou, para resumir tudo: um jeito garantido de ser feliz é se preocupando menos em ser feliz.

A receita da felicidade

Esses métodos para se tornar mais feliz foram testados em laboratório. E funcionam
Prazer
• Permita-se ter experiências sensorialmente agradáveis de vez em quando. Não se trata só de emoções fortes. A maior parte dos prazeres é bem simples: conversar, ver uma paisagem bonita, comer algo gostoso.
• Tire “fotografias mentais” dos momentos agradáveis de sua vida – repare nos detalhes, nas cores, nos cheiros. Nas horas difíceis, tente recordar-se de tudo.
• Tenha companhia. Quase todas as pessoas sentem-se mais felizes quando estão com outras pessoas. Claro que isso não significa evitar a solidão a qualquer custo, mas é importante ter amigos.
Engajamento
• Dedique-se a tudo que você faz, no trabalho ou fora. Lembre-se: a diferença entre um emprego chato e um emprego legal pode ser a sua postura. Se você se envolver mais, ele vai ficar mais divertido.
• Arrume uma atividade desafiadora, difícil, e esforce-se para se tornar cada vez melhor nela. Yoga, aeromodelismo, videogame, natação, flauta, mountain bike, culinária vegetariana, bateria. Há opções para todos os gostos.
• Exercite-se. Esporte praticado com freqüência aumenta a disposição para a vida e em geral nos deixa mais ligados no mundo e no nosso próprio corpo. Algumas pesquisas sugerem que dar risada é um ótimo exercício.
Significado
• Pesquisas mostram que escrever num diário as coisas pelas quais você é grato garante um aumento no nível de felicidade que dura seis semanas. Portanto, de tempos em tempos, lembre-se de agradecer.
• Faça atos de altruísmo ou bondade. Colabore com alguma instituição humanitária, ensine algo que você saiba (não interessa se as aulas são de alfabetização ou de guitarra), saia do seu caminho para ajudar alguém.
• Se tem alguém que foi importante na sua vida, ainda que num passado remoto, faça-o saber disso, de preferência com uma visita pessoal. Os cientistas dizem que essa “visita de gratidão” pode valer um mês de felicidade.

A receita da infelicidade

Se você quer mesmo ser feliz, precisa se convencer de que nada disso é a solução
Dinheiro
• Ele só traz felicidade até o momento em que cobre as necessidades básicas. Depois disso, mais dinheiro não altera o nível de satisfação. E um foco exagerado em coisas materiais vai esvaziar sua vida de significado.
Casamento
• Condicionar a felicidade a fatores sobre os quais você não tem controle não pode dar certo. Além disso, um casamento não tem nada a ver com um estado perene de alegria. Ele tem altos e baixos como tudo na vida.
Futuro
• “Vou ser feliz quando eu terminar de pagar meu apartamento.” É importante ter metas, mas achar que a felicidade está no futuro só adia sua realização. Sem falar que, depois de quitar a dívida, é provável que você invente outra meta, ainda mais difícil.
Carro novo
• Nossa cultura consumista e a publicidade criam necessidades novas a cada minuto. Às vezes o carro antigo ainda funciona muito bem, mas você se convence de que não pode viver sem o modelo maior que foi lançado esse mês.
Beleza
• Mais um caso de expectativa irreal. Em primeiro lugar, porque é impossível ter um corpo e um rosto perfeitos. Em segundo, porque nada disso é garantia de felicidade. Pergunte à Gisele Bündchen se ela não sofre às vezes.
Status
• Priorizar símbolos de status indica uma preocupação maior com os outros do que com você mesmo. Uma cobertura de frente para a praia é boa por causa da vista maravilhosa, não porque vai deixar os amigos morrendo de inveja.

Felicidade interna bruta

A Holanda é o país mais feliz do mundo. Mas o Brasil está bem na fita
“A Felicidade Interna Bruta de um país é mais importante do que seu Produto Interno Bruto”. A frase foi dita nos anos 70 por Jigme Singye Wangchuck, rei do Butão, um país budista espremido entre a China e a Índia. Se formos acreditar em Wangchuck, o índice mais importante que existe é aquele avaliado pela pesquisa comandada pelo especialista americano Ed Diener. Pessoas de várias partes do mundo tiveram de avaliar sua própria felicidade, dando notas. O resultado foi bem interessante. Primeiro: ficou claro que os países ricos têm níveis altos de felicidade. Nenhuma nação com renda per capita maior que 20 mil dólares por ano tirou nota de felicidade abaixo de 8 e todos os que passaram de 9 são ricos. Mas não são só os ricos que riem. Nossa América Latina também passou de ano, apesar da pobreza. O destaque foi a Colômbia – justo ela, assolada pelo tráfico de drogas e pela guerra civil. O Brasil revelou-se menos feliz que Argentina e Uruguai, uma surpresa para quem acredita no estereótipo carnavalesco. Mas também nos saímos bem.

Felicidade é...

Tirando "amor", não tem palavra mais difícil de definir. Veja aqui algumas tentativas
... “viver em paz e harmonia.”
Visão budista
... “a atividade da alma dirigida pela virtude.”
Aristóteles, filósofo grego (384–322 a.C.)
... “uma boa saúde e uma memória ruim.”
Ingrid Bergman¸ atriz sueca (1915-1982)
... “breve. Nunca chame um mortal de feliz até ver como ele baixou à sua tumba.”
Eurípedes, dramaturgo grego (480-406 a.C.)
... “um mistério como a religião. Não deveria nunca ser racionalizada.”
Gilbert Keith Chesterton, escritor inglês (1874-1936)
... “algo que não alcançaremos neste mundo, mas apenas após a salvação.”
Visão cristã
... “um estado imaginário, antes atribuído pelos vivos aos mortos, hoje geralmente atribuído pelos adultos às crianças e pelas crianças aos adultos.”
Thomas Szasz, psiquiatra húngaro (1920-)
... “um subproduto de alguma outra coisa que a gente está fazendo.”
Aldous Huxley, escritor inglês (1894-1963)
... “o caminho. Portanto, não existe caminho para a felicidade.”
Mahatma Gandhi, líder nacionalista indiano (1869-1948)

Dicas para reestruturar sua vida

- Seja positiva

Evite todo e qualquer pensamento negativo, cada vez que identificar um pensamento negativo substitua imediatamente por um positivo. Somente uma postura positiva e otimista é capaz de trazer bem-estar físico e mental.

- Enfrente suas sombras

Reconheça seu lado ruim, negativo e faça uma análise do que deseja mudar em você e na sua vida e procure melhorar. Comece mudando sua maneira de se tratar, sendo mais amorosa com você como seria com alguém que ama.

- Evite as comparações

Ficar se comparando com quem quer que seja não o fará se sentir melhor, pois as pessoas são diferentes, possuem necessidades, desejos e históricos de vidas diferentes.

- Reconheça seu valor

Perceba que seu valor enquanto pessoa não pode e nem deve ser baseado na maneira como foi tratada, ainda que isso tenha durado toda sua vida. Não permita mais ser desrespeitada ou maltratada, seja por quem for.

- Não espere que os outros mudem para ser mais feliz. A mais importante mudança é aquela que acontece dentro de você!

- Enfrente o medo

É importante lidar e enfrentar o medo que as pessoas ou situações provocam e compreender que a percepção de si mesma está baseada na consequência de fatos que já passaram. Você não pode mudar seu passado, mas pode mudar seu presente.

- Evite relacionamentos negativos e/ou pessoas críticas

Receber críticas negativas é pior do que não receber qualquer atenção. Se você convive com alguém que sempre te faz se sentir sem valor algum, afaste-se dessa pessoa.

- Identifique suas necessidades

O que você espera receber dos outros pode ser aquilo que não recebeu quando criança de seus pais. Não espere receber dos outros o que só você mesmo pode se dar. Seja responsável por suas próprias necessidades.

- Aprenda com os erros

E com a experiência passada, mas não fique se punindo por ter errado, nem lamentando e muito menos se acomode nas situações. Mude o que deseja!

- Valorize sempre suas conquistas e celebre cada uma delas!

Pare de supervalorizar o que o outro tem ou faz e desvalorizar as próprias conquistas.

- Invista em você

Faça uma lista de coisas boas que pode fazer por você! E faça todo dia uma delas. Pode ser coisas simples como dançar, ler, descansar, ouvir música, caminhar.

- Contato com a natureza
Quando possível, tenha contato com a natureza, ande descalça na terra ou na areia para repor as energias.

- Escreva um diário e desabafe tudo nas páginas em branco. Isso ajuda a organizar a mente.

- Aprenda a aceitar elogios! E também se faça muitos!

- Busque seus sonhos! Pense onde os deixou e vá em busca deles. A cada vitória sua autoconfiança cresce e se fortalece.

- Respeite seus limites: aprenda a dizer não sem culpas!

- Não queira mudar as pessoas, mas você pode mudar sua reação diante do que te fazem. “As situações não são nada, nossa atitude diante delas é tudo.”

- Seja flexível! A rigidez é boa na pedra, não no homem, a ele cabe firmeza, o que é muito diferente.

- Respeite sempre seus sentimentos: seja coerente entre o que pensa, sente e age.
Corpo

Se não está contente com seu corpo, mude alguns hábitos, pois se fizer tudo como sempre fez obterá os mesmos resultados.

- Identifique suas qualidades e não só os defeitos. Pare de se criticar!

- Não se culpe: não julgue situações passadas com valores do presente. Perdoe-se!

- Ouça a intuição, pois aumenta a autoconfiança.

- Mantenha o diálogo interno, ou seja, converse muito consigo mesma.

- Acredite que merece ser amada e é especial.

- Ame-se muito!

- Faça psicoterapia. O autoconhecimento obtido através do processo da psicoterapia poderá fazer com que reconheça seus reais valores e liberte-se do complexo de inferioridade que acorrenta e aprisiona.

- E acredite acima de tudo em você, isso faz toda a diferença!

- Comece tudo isso hoje!

Melhorar auto-estima

Aqui estão algumas dicas para identificar e aumentar sua auto-estima:
O que é auto-estima?
É a opinião e o sentimento que cada pessoa tem por si mesma.
É ser capaz de respeitar, confiar e gostar de si. Você está de bem com seu corpo? Saiba agora se está dentro peso saudável.

Melhor caminho para o autoconhecimento: diálogo interno. Características da baixa auto-estima:
- insegurança
- inadequação
- perfeccionismo
- dúvidas constantes
- incerto do que se é
- sentimento vago de não ser capaz de realizar nada >> depressão
- não se permite errar
- necessidade de agradar
- aprovação
- reconhecimento
O que diminui a auto-estima?
- críticas e autocríticas
- culpa
- abandono
- rejeição
- carência
- frustração
- vergonha
- inveja
- timidez
- insegurança
- medo
- humilhação
- raiva
- e, principalmente: perdas e dependência (financeira e emocional)
Quando começa a se formar
Na infância. A partir de como as outras pessoas nos tratam. Quando criança pode-se alimentar ou destruir a autoconfiança. Auto-estima baixa geralmente está relacionada a falsos valores. Crença que é necessária aprovação da mãe ou pai.
Para elevar a auto-estima é preciso:
- autoconhecimento
- manter-se em forma física (gostar da imagem refletida no espelho)
- identificar as qualidades e não só os defeitos
- aprender com a experiência passada
- tratar-se com amor e carinho
- ouvir a intuição (o que aumenta a autoconfiança)
- manter diálogo interno
- acreditar que merece ser amado(a) e é especial
- fazer todo dia algo que o deixe feliz. Pode ser coisas simples como dançar, ler, descansar, ouvir música, caminhar.
Resultados da auto-estima elevada
- mais à vontade em oferecer e receber elogios, expressões de afeto
- sentimentos de ansiedade e insegurança diminuem
- harmonia entre o que sente e o que diz
- necessidade de aprovação diminui
- maior flexibilidade aos fatos
- autoconfiança elevada
- amor-próprio aumenta
- satisfação pessoal
- maior desempenho profissional
- relações saudáveis
- paz interior

Holopuntura

Holopuntura é uma nova (re)visão sobre as milenares técnicas da Acupuntura, Auriculoterapia e Reflexoterapia. A premissa central é que podemos aplicar estímulos em micro-regiões (pontos) e com isso obter reações globais, despertando os próprios recursos naturais de auto-harmonização. Introdução: Holopuntura: A Quintessência da União de Técnicas Com a Pulsologia de Nogier (muito prática e de rápido aprendizado) ou analisando a reação do cliente ao toque em pontos-chaves, de pronto obtém-se a avaliação de quais seriam os desequilíbrios e quais as micro-regiões a serem estimuladas para despertar em nossos Clientes todos os seus recursos de Auto-Harmonização. À disposição, uma vasta gama de opções de estímulos distintos, tais como o toque, imãs, cores, sons e até as famosas agulhas, dentre outras. O trabalho pode ser realizado tomando-se regiões corpóreas (orelhas, pés, pontos de acupuntura) que atuam como um microcosmo da pessoa atendida, um "espelho" de mão-dupla, que tanto reflete o estado global de harmonia, quanto intervém terapeuticamente, mediante estimulação. O mapeamento das zonas reflexológicas foi quintessenciado ao máximo, devido ao resgate da milenar abordagem dos Cinco Movimentos Chineses, que traduz o trabalho em uma síntese quase que poética e de fácil compreensão.  Material e Metodologia PULSOLOGIA DE NOGIER e REFLEXOTERAPIAS Resumidamente, a Pulsologia de Nogier começou com o próprio, que é conhecido como o Pai da Auriculoterapia, que é a opção de Reflexoterapia mais estudada.. Por ter o hábito de tomar o pulso de seus clientes, Nogier, durante seus trabalhos de auriculoterapia, percebeu certos "sinais", como se fossem "trancos" ou súbitas "sumidas" da pulsação. E que isso ocorria justamente quando estava com algum estímulo (por exemplo, uma ponta metálica...), passando por sobre uma região reflexa desequilibrada. É como se uma "onda" passasse por debaixo de nossos dedos, enquanto tomamos a pulsação. Alguns percebem essa "onda" em seu pico, ou seja, como um "tranco" no pulso do cliente. Outras vezes, percebemos essa "onda" quando ela "cai", como se fosse uma súbita "sumida" do pulso. É uma sensação que dura cerca de 1 segundo, mas que é nitidamente percebida, como puderam constatar em nossa aula presencial, durante o Holística 2004. Atentem que não altera a QUANTIDADE de batidas cardíacas, mas sim, a INTENSIDADE com que a percebemos, como se uma "onda" passando por debaixo de nossos dedos, enquanto tomamos a pulsação. Alguns percebem essa "onda" em seu pico, ou seja, como um "tranco" no pulso do cliente. Outras vezes, percebemos essa "onda" quando ela "cai", como se fosse uma súbita "sumida" do pulso. É uma sensação que dura cerca de 1 segundo, mas que é nitidamente percebida. É importante que TREINEM BASTANTE, de preferência, com várias pessoas diferentes, pois "localizar" o pulso varia bastante em cada caso. Para os casos difíceis, apliquem a tática de fazer toques circulares na região entre as sobrancelhas, que de pronto, a percepção do pulso se torna muito mais nítido. Um detalhe que pode fazer a diferença: TIREM OS METAIS DOS DEDOS E PULSOS: relógios, anéis, pulseiras, etc, em algumas pessoas simplesmente some com o Sinal de Nogier. Em muitos casos, pode-se até sentir a pulsação, mas nada de perceber o Sinal de Nogier... Se for esse o caso, experimente tirar os metais próximos, tanto do cliente, quanto os seus. A Pulsologia de Nogier, todos teremos a oportunidade de constatar, é MUITO útil para a prática das reflexoterapias. REFLEXOTERAPIAS Diferentemente da visão da acupuntura pelo corpo, cujos pontos existem o tempo todo, quer estejam "abertos" para tratamento, ou não... nas zonas reflexológicas só surgem pontos SE e SOMENTE SE, estiverem refletindo um desequilíbrio energético. Notem bem o diferencial: se localizamos pontos pelo corpo (acupuntura sistêmica...), isso em nada define o nosso trabalho. Contudo, se localizamos pontos nas zonas reflexas, automaticamente temos e AO MESMO TEMPO, tanto a noção de qual é esse desequilíbrio (devido à sua correspondência nos mapas reflexológicos), como, também, detectamos o local exato que está aberto a ser estimulado terapeuticamente. E COMO localizar estes pontos ? Bom, temos duas opções: 1) aparelhagem eletrônica de boa qualidade e bem regulada; 2) PULSOLOGIA DE NOGIER. Muitas pessoas até gostam de aparelhinhos fazendo "bip", mas, com toda sinceridade, a pulsologia de Nogier é muito mais precisa... Além de mais precisa, é bem mais simples: basta tomar o pulso e uma ponta metálica para servir de "antena" a ser passada sobre as regiões reflexas. Inclusive, para quem gosta de agulhas, esta ponta metálica pode ser justamente a ponta de uma micro-agulha auricular, a ser aproximada por uma pinça... Com um pouco de prática, a detecção do ponto e a aplicação da micro-agulha se torna um procedimento rápido e preciso. Não gosta de agulhas ? Ótimo: temos muitos outros estímulos eficientes. Imãs (lado norte e lado sul), esferas "ouro" e "prata", cromopuntura (aplicação de cores nos pontos...), softlaser, toque terapêutico nos pontos (ou com dedo, ou com pontas, tipo "apalpador de pressão" com mola...), etc, etc... A Pulsologia de Nogier também nos socorre quando for o caso de escolher qual é o estímulo adequado. Por exemplos: Lado norte ou lado sul, do imã ? Esfera ouro, ou esfera prata ? Polo positivo ou negativo ? Qual das cores aplico no ponto ? Qual das regulagens em hertz eu aplico ? Basta testar cada opção que deseja aplicar, por sobre cada ponto localizado e verificar qual faz com que o pulso reaja nitidamente... Por esse mesmo método, pode-se testar inclusive, fitoterápicos. Paul Nogier, por ser médico e absolutamente contrário a que não-médicos utilizem auriculoterapia, passou a testar medicamentos através da pulsologia e da aproximação destes dos pontos auriculares. Como somos TERAPEUTAS HOLÍSTICOS, o que NÓS testamos são os fitoterápicos. Digamos que já detectamos na orelha, os pontos/ desequilíbrios (via de regra, de uns 3 a no máximo, 5...). E que estamos em dúvida entre algumas opções de fitoterápicos que podemos recomendar... Se estiverem em forma "picada", podemos pinçar um pouco e aproximar desses pontos identificados, para perceber a reação do pulso. Notarão que alguns em nada alteram; outros, até somem com o pulso e, de repente, um deles torna a pulsação "limpa", nítida, forte, reagindo com "tranco" à aproximação. Pronto: terá detectado qual(is) é (são) o(s) fitoterápico(s) adequado(s) ao momento do cliente. Muitas vezes, a combinação de uma ou mais amostras juntas pode melhorar a reação ao pulso, muitas vezes, não, até se anulam, indicando que é melhor optar por chás separados... CLARO: se forem ter amostras de fitoterápicos em seus consultórios, OBRIGATORIAMENTE tem que ser de origem definida, ou seja, com NOTA FISCAL DE COMPRA, e rotulagem contendo laboratório e farmacêutico responsável. E, NUNCA, JAMAIS, NEM EM SONHO, vendam estes produtos. E, obviamente, só podem ser recomendados produtos de VENDA LIVRE, ou seja, sem necessidade de receita MÉDICA. AURICULOTERAPIA Chamamos de Auriculoterapia à técnica de análise e tratamento reflexológico por meio de estímulos no pavilhão auricular. Sua origem data de milênios, tendo sido encontradas pinturas egípcias descrevendo o seu uso; Hipócrates, considerado o pai da medicina ocidental, detalhou seu uso para dores de dente, faciais e ciáticas. analgesia para nevralgias odontológicas, faciais e ciáticas. Caído em esquecimento até os meados de 1951, quando o francês Paul F. M. Nogier iniciou suas pesquisas, dando tamanho grau de desenvolvimento à técnica, que passou a ser considerado o "pai da Auriculoterapia". Acupunturista e quiropraxista, ele notou que diversas pessoas que sofriam de dor ciática tiveram seus sofrimentos cessados com cauterizações na orelha feitas pela "leiga" madame Barrin. Esses resultados empolgaram Nogier, passando ele a observar que na orelha há regiões doloridas espontaneamente ou ao toque, sempre que no corpo também houver dor. Verificando a ocorrência dessas regiões, culminou por observar que elas pareciam desenhar uma forma fetal invertida no pavilhão auricular. Com o correr das pesquisas, foi-se mapeando a que zona corporal correspondia cada porção da orelha, tendo sido publicadas na década de 50, as suas conclusões iniciais e seus tratamentos por estímulos de agulhas na aurícula, com grande repercussão entre os acupunturistas, pois estes já estavam acustumados a esse tipo de instrumento. Tal sucesso chegou até a China, que rapidamente levantou um mapeamento auricular, inundando a Europa com suas orelhas de plástico e "posters" de "auriculo-acupuntura". Tudo isso contribuiu para que se confundisse a Acupuntura* com essa "nova" técnica, mas as diferenças são gritantes: enquanto para primeira, os pontos existem o tempo todo, quer sirvam para tratamento ou não, na orelha eles não existem, a princípio, só vindo a surgir em correspondência a um desequilíbrio no corpo, facilitando ao máximo o diagnóstico, tornando praticamente impossível de se errar. Outro fator de distinção e, provavelmente, a maior descoberta de Paul Nogier, foi a técnica de diagnóstico pelo pulso, específica para a Auriculoterapia. Enquanto na pulsologia chinesa tomam-se ambos os pulsos simultaneamente e por meio de extrema sensibilidade, distinguem-se informações sobre a condição energética de cada órgão-meridiano, na técnica de Nogier, basta tomar-se um dos pulsos e com uma ponta de metal ou de aparelhagem eletrônica, "passeia-se" por todas as regiões reflexas auriculares e, o­nde houver desequilíbrio, haverá uma alteração no pulso, que inicialmente chamou-se R.A.C. (reflexo aurículo cardíaco) e hoje em dia se conhece como R.A.N. (reflexo arterial de Nogier) ou V.A.S. (sinal autônomo vascular). No Brasil, a esmagadora maioria dos que trabalham com a Terapia auricular desconhece quase que totalmente o trabalho francês; quando muito, estão a par do primeiro livro publicado de Nogier, o qual já há muito está desatualizado, com suas "receitinhas" de pontos específicos para cada tipo de tratamento. Em compensação, os brasileiros desenbvolveram uma abordagem somatopsíquica do tratamento auricular, a que denomino Calatonia Auricular, bem como o teste de fitoterápicos pela orelha e, ainda, o uso das freqüências de ressonância para a estética, além de desenvolver a Ressonância Biofotônica ou Biorressonância o­nde os estímulos são dados por meio de luzes comuns (não laser) e ritmos, trabalhos estes, nacionais e pioneiros... PONTOS DE ALARME SISTÊMICOS As tradições milenares chinesas trouxeram aos nossos dias a teoria dos, assim traduzidos, "meridianos", que são caminhos de energia que circulam junto ao corpo e que refletem nosso estado holístico (físico, emocional, social, etc, etc...). Em tese, são infinitos... Contudo, como nosso objetivo é ser pratico, trabalharemos com 12 principais. Em termos de 5 Movimentos Chineses, temos os meridianos FOGO: coração, intestino delgado, circulação e sexo, triplo aquecedor... Eles são responsáveis pela "temperatura" de nossas emoções, entre outras coisas. Como meridianos TERRA, temos o do baço-pâncreas e do estômago. Respondem pela nossa reflexão, pelos pensamentos... Já os meridianos MADEIRA são os do Fígado e da Vesícula Biliar. Atuam na exterização das emoções, especialmente, a raiva... Temos os meridianos METAL: Pulmão e Intestino Grosso. Agem na interiorização de nossas emoções, tanto na serenidade, quanto na tristeza, baixa-estima... E Rim e Bexiga, como meridianos do movimento ÁGUA. Assim como as águas se adaptam ao meio e buscam aprofundar, assim estes meridianos lidam com aquilo que nos é de importância vital, tal como medo, sobrevivência, sexo... Atentem que os nomes dos meridianos, em sua versão ocidental, correspondem aos nomes de certos órgãos e vísceras. Mas, a verdade é que não correspondem APENAS a estes órgãos, mas sim, a inúmeras funções que a ciência jamais atribuiria a estas "partes". Por exemplo: a raiva, na visão dos 5 movimentos, tem relação com o meridiano de fígado... Mas, certamente que a ciência jamais vai associar raiva com o órgão fígado... Felizmente, não temos que dar satisfações aos cientistas e podemos nos valer de mais de 5 mil anos de tradições... Mas, em termos PRÁTICOS, como saber quais meridianos estão carentes de equilíbrio ? Bom, como somos Terapeutas Holísticos, JAMAIS nos valeremos de "tabelinhas doenças-pontos-de-acupuntura"... Isso é coisa de médico... Os médicos é que precisam fazer exames de laboratórios, descobrir qual a doença e seguir uma tabelinha de pontos, da mesma forma que seguem tabelas de correlação medicamento-doença... Aliás, sempre é bom frizar: pela LEI, doença é monopólio médico... Por isso que nós, TERAPEUTAS HOLÍSTICOS, tratamos das PESSOAS (jamais de "doenças"...) e de seus desequilíbrios "energéticos"... COMO saber qual(is) meridiano(s) precisa(m) de tratamento ? Muito simples: basta "perguntar" aos próprios meridianos ! E para fazer isto, basta tocar em determinados pontos, os chamos PONTOS DE ALARME, e saber do cliente se os mesmos estão (ou não...) doloridos ao toque... Claro, todo ponto de alarme é relativamente dolorido... Mas, na prática, notarão 1 ou 2 que estarão MUITO sensíveis... Ou seja, como trabalharemos com 12 meridianos, teremos 12 pontos de alarme a tocar, durante a avaliação... Acreditem, quando tiverem prática, esse é um procedimento de 1 a 2 minutos... Uma vez detectado QUAL o ponto de alarme mais sensível, trabalharemos em seu meridiano correspondente... Para tanto, temos que localizar em seu trajeto, qual o ponto que está aberto a receber estímulos... E, para sabermos isso, bastará tocarmos por seu trajeto, até detectarmos com o ponto que estiver mais sensível ao toque... Ou seja, de novo, "perguntamos" ao meridiano... Uma vez localizado (são bi-laterais, um de cada lado do corpo, simetricamente...), basta estimular por cerca de 1 minuto... Para estimular, pode-se fazer uso do toque (apertar com os polegares e circular sobre o ponto...), pode-se aplicar agulhas, imãs, cores, enfim, uma infinidade de estímulos possíveis, todos igualmente eficientes. Uma vez feito o estímulo, basta voltar a tocar no ponto de alarme correspondente e terão uma "surpresa": ele não está mais sensível ao toque !! Ou, se ainda estiver, é muito pouco... Pode-se "reforçar" a aplicação, atuando agora no meridianos que estava em "2o lugar" em sensibilidade ao toque em seu ponto de alarme... Ou seja, da mesma forma: toque pelo trajeto do meridiano, até localizar um ponto sensível, que será justamente o que necessita de estimulação. E pode voltar a conferir nos pontos de alarme que estarão todos "normais", sem a sensibilidade de antes em relação ao toque ! Ou seja, esse método substitui tanto a pulsologia chinesa (que só seria necessária se você fosse tratar o imperador, pois este não pode ser tocado...) e também elimina a necessidade de "tabelinhas de pontos"... E nem terão que trabalhar em muitas regiões: os pontos de alarme, ficam todos na parte frontal do corpo... E os pontos dos 5 movimentos, estão localizados entre os dedos das mãos até o cotovelo, e dos dedos dos pés, até o joelhos... Como puderam observar, os pontos de alarme tendem a ser sobre os órgãos dos quais recebem o nome ocidental... É o caso do estômago, baço-pâncreas, fígado, rim, intestinos grosso e delgado... O QUANTO de pressão aplicar para testar seu grau de sensibilidade, aí é questão de prática... Há clientes que um toque muito leve já basta para conseguir testar os pontos... Outros, necessitam de maior pressão, pois tem menor sensibilidade... Na verdade, os colegas terão que praticar bastante... Essa é a única forma de aprenderem de verdade... Recapitulando: iremos tocar os pontos de alarme e perguntar ao cliente qual(is) está(ão) mais sensível(is). Sugiro, por uma questão de praticidade, que testem "de cima para baixo"... Ou seja: pontos de alarme dos meridianos do Pulmão, Vesícula Biliar, Coração, Fígado, Baço-Pâncreas, Rins, Estômago, Intestino Grosso, Triplo Aquecedor, Intestino Delgado, Bexiga e Circulação e Sexo.. Uma vez detectado QUAL o ponto de alarme mais sensível, irão (bilateralmente...) pesquisar pelo toque, o caminho do meridiano correspondente. Basta seguir pelos trajetos dos 5 movimentos chineses, ou seja, será dos dedos em direção ao cotovelo (se for meridianos que passam pelos braços...), ou até os joelhos (se forem meridianos que passam pelas pernas...). Uma vez detectado, pelo toque, qual o ponto mais sensível no trajeto do meridiano, bastará estimulá-lo, por exemplo, tocando com a ponta do polegar (simultaneamente, pois são 2 pontos simétricos, bi-laterais...). Estimulem os pontos, quer seja com os dedos, ou com agulhas, ou com imãs, ou com cores, ou com diapasões, ou com cristais, etc, etc,... durante cerca de 1 minuto e voltem a testar o mesmo ponto de alarme correspondente. Via de regra, 1 minuto basta para equilibrar, o que pode ser constatado voltando a tocar no ponto de alarme correspondente, que estará agora, sem a mesma sensibilidade (dor...) quando tocado. Caso ainda persista a sensação dolorosa no ponto de alarme, repita a operação também no trajeto do meridiano "2o colocado", quanto à dor no ponto de alarme... Caso ele não esteja mais dolorido, a aplicação já pode considerar-se encerrada. Caso ainda esteja, repita a mesma operação, ou, passe para o "2o colocado" dentre os meridianos cujos pontos de alarme correspondente estavam mais sensíveis ao toque.  Resultados  Comparativamente às correntes teóricas que baseiam-se em tabelas pré-concebidas que relacionam sintomas a pontos específicos para estimular, a Holopuntura mostrou-se muito mais dinâmica e adaptável a cada Cliente e de resultados bastante eficientes, especialmente no tocante à ampliação da auto-consciência. Do ponto de vista legal, a Holopuntura igualmente mostrou-se mais adequada, justamente por possibilitar ao terapeuta Holístico trabalhar com Acupuntura e Reflexoterapias em formato absolutamente diferente da aobordagem praticada pela classe médica, evitando-se, assim, polêmicas judiciais. Discussão A Holopuntura beneficia o Cliente com perceptíveis resultados. E igualmente privilegia o Terapeuta Holístico que a ela se dedica, graças à eliminação da artificial e desnecessária complexidade que vem sendo impingida atualmente às técnicas, resgatando a simplicidade e naturalidade de suas essências fundamentais. Como podem notar, com a Holopuntura, caso estivéssemos trabalhando com agulhas, bastaria 2 agulhas (1 ponto de cada lado do corpo...), ou, quanto muito, 4 agulhas ( 2 pontos, que como são bilaterais, traduzem-se em 2 pontos de cada lado, totalizando, 4...) Esse festival moderno atual de transformar os clientes em "alfineteiros", enfiando um monte de agulhas, com toda a sinceridade, é absolutamente desnecessário... Usam muitas agulhas, pois não tem a técnica de "perguntar" aos pontos de alarme... Como não fazem isso, acabam "somando" um monte de "tabelinhas de pontos", resultando em um MONTÃO de agulhadas... Se bem feito, até dá resultado... Só que podemos trabalhar de forma MUITO mais sutil, como esta que estamos propondo aqui, na Holopuntura. Eu trabalho faz mais de 20 anos assim e garanto que funciona bem. Contudo, jamais acreditem em mim, pois o certo é que VOCÊS MESMOS TESTEM e tirem suas próprias conclusões... Recordando: a técnica que acabaram de ver, simplesmente elimina aquela história de "tabelinha de sintomas X pontos pré-definidos". Ao invez de ficarmos "adivinhando" o­nde estão os desequlíbrios simplesmente nos baseando em tabelas de sintomas, nós vamos, LITERALMENTE, colocar a mão na massa. Com a ponta dos dedos, tocaremos cada um dos pontos de alarme demonstrados. À semelhança do que observamos via reflexoterapia auricular, notaremos poucos desequilíbrios. Comumente, nosso cliente relatará cerca de 2 ou 3 pontos de alarme sensíveis ao toque. Nos ocuparemos, primeiramente, daquele meridiano cujo ponto de alarme tenha sido o de maior sensibilidade (dolorido). Seguiremos seu trajeto, também com os dedos, mas somente no trecho relativo aos 5 Movimentos Chineses. E, novamente, perguntaremos ao cliente para que nos avise qual é o "ponto" mais sensível ao toque. Obs: estes pontos são BILATERAIS, ou seja, são em pares, estando um de cada lado do corpo, simetricamente... Justamente nestes é que nos ateremos, estimulando-os, bilateralmente, por cerca de um minuto. Isso pode ser feito com o próprio toque/pressão da ponta dos dedos, ou, aplicando-se outras formas de estímulos, desde agulhas (acupuntura), até cores (cromopuntura), imãs (magnetoterapia), etc, etc. Uma vez terminado o estímulo, volte a testar o ponto de alarme respectivo e notará que a sensibilidade ao toque sumiu... Ou diminuiu muito ! Caso ainda persista, parta para o "2o colocado" de sua lista de pontos de alarme sensíveis, pesquisando em seu meridiano respectivo e estimulando o ponto que detectar mais sensível. Volte a testar os pontos de alarme e notará que a sensibilidade exarcebada de antes, não mais existe. Pronto ! Uma bem sucedida estimulação terapêutica. Nas reflexoterapias, não há pontos pré-existentes... Os mapas apontam para zonas, regiões, que estatisticamente, são associadas a centros de energia e/ou caminhos de energia (meridianos). Os pontos só surgem SE e somente se, estiverem espelhando um desequilíbrio. Desta forma, a escolha dos pontos a serem estimulados, jamais se dá simplesmente pelos sintomas descritos pelo cliente, mas sim, pela reação dos pontos à pulsologia de Nogier e/ou sensibilidade (dolorida...) ao toque do TH... Tudo bem que a Holopuntura também dedica parte de suas variantes aos pontos "fixos" e pré-existentes espalhados pelo corpo,seguindo as tradições milenares chinesas quanto aos meridianos. Ainda assim, atentem que a técnica foi revisitada e ganhou muito mais dinamismo e, ao mesmo tempo, simplicidade. Afinal, ao invés de nos prendermos a "tabelinhas", literalmente o Cliente é quem nos dirá quais pontos denotam desequilíbrio, de acordo com a sensibilidade destes ao toque, nos chamados pontos de alarme. Isto feito, novamente o Cliente é quem nos dirá quais pontos estimular, de acordo com a sensibilidade ao toque do TH, que tateia o caminho dos 5 Movimentos, sobre o meridiano que corresponde ao ponto de alarme que refletiu desequilíbrio. Conclusões A Holopuntura possibilita ao Terapeuta Holístico trabalhar resgatando a simplicidade original das técnicas milenares da Terapia Tradicional Chinesa (Acupuntura) e das Reflexoterapias (Auriculoterapia inclusa). O enfoque através dos Cinco Movimentos Chineses e a detecção dos desequilíbrios e respectivas micro-regiões a serem estimuladas, graças à reação ao toque e/ou à Pulsologia de Nogier, torna a terapêutica muito mais dinâmica e perfeitamente adaptável a cada atendimento. A isso se soma a grande vantagem de que esta abordagem está em total conformidade à legislação brasileira e às NTSV – Normas Técnicas Setoriais Voluntárias da Terapia Holística

Texto original de: http://sinte.com.br/revistaterapiaholistica/holopuntura-reflexoterapia/holopuntura/47-holopuntura#ixzz2mptmMFzv
Direitos Autorais: SINTE - SINDICATO DOS TERAPEUTAS

Oração a mim mesmo....

Que eu me permita…
olhar e escutar e sonhar mais…
Falar menos…
Chorar menos…
Ver nos olhos de quem me vê…
a admiração que eles me têm…
e não a inveja que penso que têm.

Karuna

Sistema desenvolvido pelo mestre de Reiki William Lee Rand, fundador do “The International Center for Reiki Training” – Michigan – USA. Seus símbolos sagrados foram canalizados por vários mestres de REIKI que estudaram e vivenciaram esses símbolos juntamente com William. 
KARUNA é uma palavra em sânscrito que é usada no Hinduísmo, no Budismo e na prática Zen. Sua tradução significa “qualquer ação que se toma para diminuir o sofrimento dos outros”. Pode também ser traduzida como “Ação Compassiva”. Quando os indivíduos experimentam a iluminação, descrevem que todos os seres viventes pertencem a uma única Unidade Universal.
Quando ajudamos os outros no processo de curar, todos nos beneficiamos. Devido à unidade de todos os seres, se entende que Karuna não só se estende a outros por Amor, mas também porque deve ser um processo natural da vida. Da mesma maneira que você deseja ter suas feridas curadas, por meio do amor compassivo, você deve ajudar que as feridas dos outros se curem.
Karuna é a qualidade que motiva todos os seres iluminados que estão vibrando para terminar com o sofrimento sobre a Terra. Eles continuamente nos enviam uma quantidade ilimitada de energia e nos guiam para o Amor Universal, a Ação Compassiva e a Cura, porém, nem sempre estamos receptivos a ela. Quando você é sintonizado em Karuna Reiki®, desenvolve Karuna em você mesmo, abre sua conexão com esses Seres Iluminados e com a Sabedoria Universal. Estará pronto então para ajudar aos outros e, principalmente, a si mesmo, pois agora, como um canal direto conectado com os Seres de Luz e Cura, estará se harmonizando cada vez mais, para se tornar receptivo à energia da Ação Compassiva. Isto inclui os Seres Iluminados presentes física ou espiritualmente.
 

Terapeuta Holístico

O termo Terapia vem do grego Thaerapia que significa "Servir à Deus". A prática terapêutica é antiga e concilia a ligação do homem com a natureza. Todas as Civilizações Antigas possuiam suas práticas de cura como os Egípcios, os povos Xamânicos e os Gregos. Hoje o termo Terapia é utilizado pela Medicina Ortodoxa para designar alguns tratamentos médicos.
Pelo dicionário do Aurélio, significa “a parte da medicina que estuda e põe em prática os meios adequados para aliviar ou curar os doentes”. A Medicina convencional entende que a Terapia se aplica então ao tratamento de doenças com diagnóstico prévio utilizando-se dos conhecimentos aceitos por esta medicina. Todos os tratamentos que utilizam  métodos não médicos são chamados então de Medicinas Alternativas, devido a serem  uma alternativa à medicina convencional.
É à partir daí que começam a surgir as dúvidas e a credibilidade desta nova Medicina, que já sabemos, na verdade não ser tão nova assim. As Terapias alternativas seguem diversas linhas, dependendo de sua origem, como por exemplo a Medicina Védica (Indiana), a Medicina Chinesa, as Orientais em geral e também as resgatadas dos povos Xamânicos. Existem ainda aquelas que surgiram de estudos e pesquisas mais recentes como a Terapia Quântica e a Terapia Floral, por exemplo.
E o termo "Holístico" vem de onde? Esta palavra foi incorporada às Terapias ditas alternativas embora nem todas as Terapias Alternativas sejam holísticas. Holístico vem do grego "Holos" que siginifca "todo, completo, integral".
Por isso quando falamos que algo teve abordagem holística, quer dizer que este algo foi pensado, criado ou utilizado visando integrar todos os aspectos possíveis de sua natureza. Sendo assim, a abordagem holística se refere à uma abordagem sistêmica, com visão do Todo. E sendo que o ser Humano é muito mais do que um corpo físico, separado da mente, falar de uma Terapia Holística significa que estão sendo considerados todos os aspectos daquela pessoa: físico, mental, emocional e transpessoal. Estes níveis interagem uns com os outros e se influenciam mutuamente. Por isso a Terapia Holística é então aquela que busca a cura profunda em todos os níveis da natureza humana.
Aonde quer que se deseje melhorar a vida de uma pessoa, ali pode estar então, a necessidade de um Terapeuta Holístico. Com uma visão sistêmica da vida, da interdependência de todas as formas de vida sobre o planeta, e com a percepção da profundidade da existência humana em diversos planos, o Terapeuta Holístico pode atuar com as mais diversas técnicas terapêuticas para buscar a manifestação da harmonia onde antes havia o caos. Esta pelo menos, seria a proposta inicial básica para todos os Terapeutas.
A Profissão "Terapeuta Holístico" está se expandindo e hoje vemos cada vez mais Terapeutas atuando nas mais diversas áreas das terapias naturais, holísticas, ancestrais, védicas, vibracionais e assim por diante.
O Terapeuta dito Holístico não é um Terapeuta convencional pois, une em seu trabalho, práticas herdadas das culturas ancestrais e de técnicas não reconhecidas pelo sistema tradicional de medicina e saúde.
No entanto, o Terapeuta também não é um curandeiro no sentido limitado da palavra, mas um agente de saúde global que integra em seu trabalho a atuação no nível físico, mental, emocional e espiritual.

Por que o Terapeuta cobra pela terapia?

O Terapeuta Holístico é um profissional que estudou para atuar na área que escolheu, que investiu em seu conhecimento e em ferramentas para poder oferecer a possibilidade de um novo conceito de saúde e bem estar. Por isso, ser Terapeuta não é um trabalho voluntário, mesmo que este envolva a ajuda ao próximo. Assim como outras profissões, a de Terapeuta visa ser útil ao mundo e às pessoas. Melhorar o mundo e a vida das pessoas de alguma forma deveria ser também o objetivo maior de todas as áreas da saúde e do conhecimento humano. Não cobrar pela terapia é uma opção de cada profissional, assim, como pode também um médico optar por não cobrar suas consultas. No entanto, todo trabalho realizado merece ser remunerado.
O Terapeuta é alguém que investiu e que muitas vezes abriu mão de outra profissão ou fonte de renda para estar ali, oferecendo o seu trabalho para melhorar a vida de alguém. E para estar ali ele também precisa pagar suas contas, comer, pagar a luz do próprio  consultório, custear novos cursos e reciclagens em sua área para estar sempre se melhorando e assim por diante. O dinheiro é uma materialização de energia, por isso, quando pagamos por uma terapia estamos devolvendo ao Terapeuta pelo menos parte da energia que ele direcionou para nós. Esta energia que vem em forma de cura é impossível de ser mensurada, por isso, o Terapeuta deve buscar cobrar pelo seu trabalho com bom senso, um valor coerente com o poder aquisitivo de onde está situado e também, que lhe permita arcar com os custos inerentes ao seu trabalho incluindo sua remuneração.

Terapia é Trabalho Espiritual?

Algumas vezes a Terapia pode envolver o contato com seres multidimensionais, de realidades paralelas, a que costumamos chamar de seres espirituais. Estes seres podem se apresentar como guias, mentores, anjos, guias, amigos e também como inimigos e é aqui que surgem muitas dúvidas sobre ser um trabalho do terapeuta ou um trabalho mediúnico, de cunho espiritual e religioso. É importante lembrar que o espiritual também faz parte da natureza humana e dentro do paradigma holístico ele é visto como sendo parte de todas as pessoas. Esta parte também pode estar requerendo tratamento e reajustes assim como acontece nos níveis físico, mental e emocional.  Aquilo que entendemos comumente como sendo de cunho espiritual ou religioso nada mais é do que uma dimensão da consciência humana que ainda está sendo desvendada. O que chamamos de espiritualidade é, na verdade uma profundidade de nossa consciência que interage com os outros níveis constantemente mesmo que não tenhamos ciência deste fato.
O Terapeuta que atua nos níveis espirituais da consciência também é um mediador da cura interior que visa promover a Saúde Global ou Holística.

Como saber se o Terapeuta é um bom Terapeuta?

Por estar numa dimensão subjetiva, o trabalho com Terapias Holísticas é difícil de ser qualificado ou quantificado. Assim como o trabalho de um artista, não pode ser julgado somente por sua formação dentro desta ou daquela escola, mas sim, pelo resultado que imprime nas consciências com as quais interage. As Terapias Holísticas estão em dimensões subjetivas por isso podem ser consideradas como uma Arte. E assim como em toda arte, há pessoas que nascem com o dom de praticá-la. Há pessoas que nascem com o dom da palavra, outros com o dom de cantar, outros com o dom de pintar, outros com o dom de calcular, assim também há os que nascem com o dom de curar e de entender a Alma das pessoas. Neste caso, como avaliar a qualificação deste profissional cuja habilidade já lhe veio de berço? Nestes casos, exigir a formação específica não é cabível assim como não se pode exigir de um cantor que tenha formação superior em arte da música.

Dentro deste contexto tão subjetivo podemos dizer que o bom Terapeuta é aquele que:

-   Sente vontade de aliviar o sofrimento alheio e trabalhar para o bem estar e saúde das pessoas e utiliza de suas terapias somente para este fim;
-   Atua em sua área sempre com a verdade e coerência entre seu discurso e suas ações;
-   Respeita o livre-arbítrio de seus clientes e não usa de manipulações egóicas para tornar seus clientes dependentes de seus serviços;
-   Cumpre o que foi combinado com responsabilidade e transparência, antecipando-se em oferecer soluções quando algo impossibilitou o cumprimento de horários ou outras atividades;
-   Não faz 'encucação', ou seja, não implanta crenças de qualquer tipo, muito menos medo ou culpa nas pessoas;
-   Tem consciência de que seu trabalho não é a única salvação do mundo e aceita as demais modalidades de crescimento pessoal como complementares às suas técnicas e não como concorrentes;
-   Busca sempre aliviar o sofrimento alheio, atuando com discrição e usando o que possui de melhor para melhorar a vida de outras pessoas;
-   Reconhece suas limitações e admite quando não sabe como resolver um problema;
-   Atua de acordo com o princípio da Melhora contínua, buscando sempre melhorar seu trabalho para gerar melhores resultados para seus clientes;
-   Busca sempre aprender mais sobre si mesmo, utilizando as terapias em sua própria vida, a fim de após sua vivência pessoal, utilizar o que aprendeu em outras pessoas;
-   Está sempre aberto à novas possibilidades e novos pontos de vista, tendo assim a consciência de que ainda há muito a aprender e a se desenvolver para o seu próprio crescimento e para o bem de toda a Humanidade.
-   Mas, independente de tudo isso, o bom terapeuta é sempre aquele que pode ajudá-lo. Pode ser até que ele não cumpra alguns dos quesitos a cima e mesmo assim, ofereça um trabalho útil para um determinado momento da vida de alguém. Para cada pessoa há o Terapeuta ou a terapia ideal para o seu momento.

Dentre as atribuições do Terapeuta Holístico, podemos citar entre elas:

-   Não promover nenhuma cura ou milagre. O Terapeuta é apenas um mediador do processo de auto-cura que seus clientes possam vivenciar.  O Terapeuta não cura ninguém, é a própria pessoa que se cura com o auxílio do Terapeuta.
-   O Terapeuta Holístico é um facilitador de processos de cura
e pode utilizar diversos recursos terapêuticos para este fim.
-   O Terapeuta Holístico utiliza  c o n h e c i m e n t o   +   h a b i l i d a d e  para auxiliar as pessoas que o procuram;
-   O Terapeuta Holístico é um facilitador do processo de consciência pessoal, corporal e/ou espiritual em outras pessoas;
-   O Terapeuta Holístico pode observar situações sutis e as apontar para a pessoa que busca a terapia pois, que esta não consegue percebe-las sozinha;
-   O Terapeuta Holístico enxerga o mundo sob a ótica do Paradigma Holístico e sob valores e crenças diferenciados dos padrões dominantes por isso, suas atividades não são possíveis de serem avaliadas conforme a ótica do sistema cartesiano.
Não cabe ao Terapeuta Holístico interferir ou questionar qualquer tratamento médico que seu 'paciente' esteja utilizando por ordem médica ou afins. O Terapeuta deve sempre orientar que em caso de doenças ou suspeitas de doenças, que seu cliente busque orientação médica.
- O Terapeuta Holístico não trata doenças, mas sim a pessoa como um todo nos níveis subjetivos. Tratando-se a origem emocional-psíquica, a saúde física pode consequentemente melhorar também. Entretanto, deve ficar claro que a cura de doenças físicas não é o objetivo primordial da Terapia Holística ou Terapias Integrativas (complementares, alternativas, etc...). A Terapia Holística busca o equilíbrio interno para promover harmonia em todos os níveis da vida assim obtendo o bem estar, espirito, corpo e mente.

A prática de Terapias Holisticas já é oficial perante os órgãos governamentais?

A Comissão Nacional de Classificação (Concla), que congrega 17 Ministérios, reconheceu em 2007 a prática de Atividades de Práticas Integrativas e Complementares em Saúde Humana, pelo Decreto 3500, com poderes sobre o assunto das profissões no Brasil, sob o código 8690-9/01.
Esta classificação de atividades cita, entre outras, as seguintes práticas:


ACUPUNTURA - AROMOTERAPIA - CROMOTERAPIA - DO-IN - MASSAGEM HOLÍSTICA - SHIATSU - TERAPIA FLORAL - TERAPIA INDIANA - TERAPIA REICHIANA - TERAPIAS ALTERNATIVAS, DENTRE OUTRAS.